Matheus Calegaro

(mais um) Blog sobre desenvolvimento e outras bobeiras.

Porque eu escolhi estudar o Vue.js

O mundo JavaScript nunca esteve tão movimentado após as modernizações que as plataformas Web e os browsers vêm sofrendo desde o início da década com a introdução do HTML5 & Compania. Podemos hoje fazer aplicações robustas e enterprise-level utilizando de tais ferramentas com certa facilidade.

Em consequência desse boom tecnológico e popularização do JS, praticamente TODO MUNDO decidiu querer “Tornar a Vida dos Desenvolvedores Melhor ™” criando bibliotecas e frameworks, chegando ao ponto de hoje estarmos perdidos num mar de opções onde não temos muita certeza de qual lib ou solução irá nos atender melhor.

Linguagens mais ativas no GitHub em 2017

Background

Toda essa variedade também me deixou confuso sobre qual framework escolher aprender. Eis a minha saga:

  • Eu tentei o Angular.JS (v1) e gostei bastante, mas na época o Angular (sem o .js, versão 2) já havia sido lançado e estava completamente diferente da versão anterior, me desmotivando a continuar a aprendê-lo, ainda mais agora com a nova política de renovação de versões constantes e o uso do TypeScript por padrão.

  • O hype por volta do React, do Facebook, era (e ainda é) tão grande que eu começei a me sentir excluído por não estar utilizando-o ou tentando aprendê-lo. Então eu decidi começar a estudá-lo até me deparar com JSX. Não preciso falar mais nada a partir né :angry:

  • Para tudo que eu precisava de JS, eu só chamava a jQuery e tudo estava resolvido. Mas chegou ao ponto em que certos workarounds começaram a me incomodar, como loops e criação/injeção dinâmica de elementos no DOM, onde nada daquilo aparentasse correto e gerando um código espaguete no final do dia.

VueJS, a luz no fim do túnel é verde!

Ainda desmotivado sobre o estado do JavaScript, eu precebi um certo buzz num tal de VueJS, que era vendido como “o melhor do Angular e do React de forma simplificada”. Essa premissa me chamou a atenção, mas mesmo assim eu ainda estava com o pé atrás sobre seu funcionamento.

Meu primeiro contato com o Vue foi pelo framework PHP Laravel e achei um pouco estranha a subdivisão e configuração dele dentro do Blade, fazendo com que eu me afastasse dele pelo menos naquele momento.

Mas há pouco tempo eu decidi aprendê-lo de vez e foi lindo! Os pontos que mais me chamara a atenção foram:

  • Sintaxe fácil de aprender;
  • API enxuta, porém robusta;
  • Você não precisa de muito para ter algo funcionando, é só importar o .js a partir de uma CDN em uma tag <script> e mãos à massa!
  • O vue-cli (por favor, pronuncie “cí-él-ái” e não “clí”) é direto ao ponto, não demora para gerar um projeto e te dá tudo configurado baseado em templates oficiais ou da comunidade. Quer usar Webpack, Browserify ou fazer uma PWA? Já tem tudo configurado para você, bastando apenas você rodar um npm install e npm run dev para começar a codar;
  • Ecossistema oficial e completo, contando com gerenciador de estado (vuex), roteador (vue-router), cliente HTTP (vue-resource), senrver-side renderer (vue-server-renderer) e outras ferramentas de apoio;
  • Comunidade ativa e amigável no fórum oficial, no GitHub e no StackOverflow;
  • Suporte ao ES6 e suas maluquices (import, class, arrow functions, const e let, Promises…)

Foi uma boa escolha (para mim)

Todos esses fatores contribuíram muito para a minha escolha e posso dizer que até o momento estou muito satisfeito com o que o Vue & Agregados, mas isso não significa que você sentirá o mesmo ou irá suprir as suas necessidades. Nesse caso, recomendo que pelo menos dê uma olhada na documentação e faça os exemplos listados na introdução.

Como eu não gosto de guardar conhecimento apenas para mim, eu vou estar escrevendo uma introdução ao VueJS 2 em breve por aqui (ou até mesmo gravando um vídeo, mas isso vai depender da minha timidez exacerbada).

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